quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Capítulo 11

- Eu? Nada.
- Que música era aquela?
- Não sei... Será que veio da rua? - ele disse inocentemente e foi até a janela fingindo procurar.
- Eu vou sair e só volto amanhã. - a mãe bocejou - Não me espere.

Ela fechou a porta e deixou Keegan sozinho ali, tentando entender porque isso  acontecia em sua vida.

Taylor's POV

O céu estava escuro e nebuloso ameaçando a chover.

- Tay? - Demi chamou ao seu lado.
- O que foi?
- Você está brava comigo?

As duas estavam deitadas na grama de modo que Tay teve de se virar com dificuldade para olhar para Demi.

- Por que estaria? - mas Taylor sabia a resposta.
- Porque eu estraguei tudo pra você.
- Você não estragou tudo, Demi.
- Estraguei sim, ele nunca fala com você, devia ser importante! - ela se sentou bruscamente.
- Esquece isso.

As duas ficaram em silêncio. Demi ficou encarando seu All Star sujo. Há quanto tempo ela não lavava aquilo? Tay voltou seu olhar para o céu. Uma luzinha vermelha se movia no meio daquela imensidão cinzenta. Um avião.

- Eu acho que já vou indo - Demi quebrou o silêncio.
- Demi, não fica chateada, tudo bem.
- Não, eu vou... - ela hesitou - tenho que visitar minha mãe.
- Ah.

Silêncio novamente. Onde aquele avião tinha ido parar?

- Bem, tchau - Demi se levantou.
- Tchau - Tay acenou - até amanhã.

Quando Demi saiu do jardim, fechou a cerquinha enferrujada e caminhou o suficiente para não ouvir Taylor, ela se levantou e entrou correndo em sua casa.

Demi's POV

Sim, ela tinha mentido. Não iria visitar sua mãe. Era algo urgente. Demi andou com passos apressados pela rua até chegar no velho carro de sua família. Não que ela tivesse carteira de motorista, mas sabia dirigir bem o suficiente para ninguém desconfiar.
Sentou no banco e deu a partida. Ouvia os trovões lá fora. Droga. Virou uma esquina. Mais trovoadas. Mais rápido, antes que comece a chover. O carro, é claro que não colaborava. Tudo bem, mais rápido. O asfalto terminou, agora ela estava em uma estrada de terra. Quase lá. Mais trovões. Ali, era naquele celeiro. Demi parou o carro, vitoriosa. Tinha chegado ali antes da chuva. Mas é claro, que depois deste pensamento começou a chuviscar. Ela saiu apressada do carro.
A grama já estava úmida mas ela continuou. Começou sua busca, primeiro silenciosamente. Entrou no celeiro. Estava exatamente como antes. Procurou em todos lugares em que uma garota assustado poderia estar. O celeiro estava vazio.
Logo após esta frustrante descoberta, Demi saiu do celeiro e começou a subir a colina. A chuva estava engrossando.
E pela primeira vez, em duas semanas, Demi gritou o aquele nome.

- MILEY! - ela estava sem fôlego, mas continuou subindo - Miley...

Agora a chuva estava forte. Muito forte. Sua roupa grudava em seu corpo e seus cabelos estavam muito úmidos. Demi continuou.

- MILEY! - sua voz falhou - mile...

A dor de cabeça a atingiu tão forte que ela caiu de joelhos. Então a mesma voz que a vinha atormentando esses dias voltou mas dessa vez ela a reconhecia. Era realmente a voz de Miley.

"Demi. Levante. Demi." Miley mandou. "Ouça bem, Demi" sua voz estava calma "saia daí. Eu não vou voltar. Saia".

Demi esperou por mais alguma frase, alguma explicação mas aquilo era tudo.

- Miley... - ela começou a chorar - Por favor...
- Ei, você! O que você está fazendo? - uma voz gritou atrás dela.

Continua...

Palmas pra mim, esse era o ponto que eu estava enrolando para chegar! Mas não se animem, muitas coisas  esquisitas ainda virão...

Me aguardem 😆









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