quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Capítulo 12


Gente desculpa não vai dar pra terminar esse capítulo então coloquem mentalmente um continua lá embaixo, ok? Beijos

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Demi's POV



A casa era feita de tijolos. Era muito humilde e pequena. Mas era linda. Havia um sofá marrom coberto com uma espécie de toalha de mesa branca, uma mesinha e uma lareira. A cozinha tinha algo que Demi sonhava em ter quando pequena. Antes da responsabilidade cair em suas costas repentinamente. Um fogão à lenha. Ele era feito de barro e era muito bonito. Demi não chegou a ver o resto da casa, mas sabia que os outros cômodos seriam tão lindos quanto a cozinha e a sala.

- Aqui está - o garoto entregou a ela uma coberta e uma xícara fumegante.

Demi se acomodou na coberta e pegou a xícara sem se dar ao trabalho de ver o que continha dentro dela. Deu um gole. Chocolate. Muito bom.
Depois daquele momento estranho do qual Demi não se lembrava muito bem quando estava na chuva, um garoto de cabelos negros a ajudou a se levantar, e provavelmente ela deveria estar com uma cara assustada, pois ele a levou para sua casa.

- Espero que goste de chocolate - ele disse timidamente. Ela não respondeu.

Talvez ele achasse estranho essa garota encharcada estar encarando tudo o que há em sua casa e estar ignorando todas as suas tentativas de fazer um diálogo.

- Tudo bem se não quiser conversar. Eu só queria saber o seu nome.

Demi olhou fixamente para ele. Tomou mais um gole de seu chocolate quente.

- Demi. - ela balbuciou e depois se escondeu tomando mais um gole.
- Demi? Esse é o seu nome? - ele virou a cabeça de lado - Puxa.

Puxa? Qual era o problema do seu nome? Demi virou a xícara mais ainda para esconder mais o seu rosto.

- Bem, o meu nome é Joe.

Ela continuou calada na mesma posição fingindo tomar o chocolate, apesar de ele já ter terminado. Queria sair dali. Mas ainda estava com muito frio e estava chovendo lá fora.

- Quer biscoitos? Eu acho que na cozinha tem alg...
- Eu quero respostas - ela o interrompeu.
- Bom... - ele se remexeu em sua cadeira - é só perguntar.
- Quem é você?
- Como você já sabe, meu nome é Joe e meu sobrenome é Jonas. Eu tenho 17 anos e vivo com meu pai e meus irmãos. Só sou um fazendeiro comum que planta para sobreviver - ele sorriu.
- Que lugar é esse?
- É a minha casa. Não é muito longe de onde você estava.
- Como eu cheguei aqui?
- Você não se lembra? - ele piscou.
- Não.
- Te ajudei a andar até aqui. Você estava chorando muito e parecia assustada.
- Há quanto tempo estou aqui?
- Meia hora.

Demi se lembrou de sua mãe e se levantou.

- Tenho que ir.
- Olha, acho que você não deveria ir. A chuva está muito forte.

Ela mordeu o lánbio e se sentou.

- Eu posso te fazer algumas perguntas?
- Acho que sim.
- O que você veio fazer nesse fim de mundo?

Demi sabia o que ela queria ali mas nunca pensava no assunto porque era mais fácil assim. Com essa pergunta Joe despertou tudo o que ela estava evitando. Então seu aviso nenhum, lágrimas começaram a rolar por suas bochechas.e a cair tão rapidamente quanto as gotas de chuva lá fora. Ela não conseguiu se conter.

Katy's POV

Ela entrou em casa o mais silenciosamente possível. Fechou a tranca lentamente. Tudo bem. Foi andando sem seus sapatos para não fazer muito barulho.
Estava quase chegando em seu quarto quando ela esbarrou em uma mesinha de cantou que ela não tinha visto até aquele momento. A mesa balançou e um cinzeiro que estava em cima dela caiu se espatifando no chão e fazendo um barulho horrível. Droga.

- Katy? - ela ouviu a voz de sua mãe - já chegou?

Ela resolveu ficar quieta e entrar em seu quarto mas era ali mesmo onde sua mãe se encontrava.

- Oi.. - Katy disse, meio sem graça.
- Onde você esteve?
- Eu..? Fui.. Ãhn.. - ela gagueijou. Onde poderia ter ido sem deixar suspeitas em sua mãe? - Biblioteca.
- Oh. Achou algum livro?

Droga. Droga. Droga. Ela sempre levava um livro da biblioteca.

- N-não fui fazer uma pesquisa.
- No segundo dia de aula?
- É. Mais ou menos. - ela mordeu o labio - sabe como é né mãe. Muito corrido.
- Puxa. Posso ver a pesquisa?
- É por computador.
- Tem computador na biblioteca?
- Mãe! Posso terminar o trabalho?
- Ah claro.

Ela saiu de lá. Foi por pouco. Katy deitou na cama e se lembrou de algumas horas atrás...

Ela foi pontual. Assim que o sinal tocou ela já foi para a sala da diretora. Ao chegar lá, bateu na porta e entrou. A diretora a aguardava tomando uma xícara de café.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Capítulo 11

- Eu? Nada.
- Que música era aquela?
- Não sei... Será que veio da rua? - ele disse inocentemente e foi até a janela fingindo procurar.
- Eu vou sair e só volto amanhã. - a mãe bocejou - Não me espere.

Ela fechou a porta e deixou Keegan sozinho ali, tentando entender porque isso  acontecia em sua vida.

Taylor's POV

O céu estava escuro e nebuloso ameaçando a chover.

- Tay? - Demi chamou ao seu lado.
- O que foi?
- Você está brava comigo?

As duas estavam deitadas na grama de modo que Tay teve de se virar com dificuldade para olhar para Demi.

- Por que estaria? - mas Taylor sabia a resposta.
- Porque eu estraguei tudo pra você.
- Você não estragou tudo, Demi.
- Estraguei sim, ele nunca fala com você, devia ser importante! - ela se sentou bruscamente.
- Esquece isso.

As duas ficaram em silêncio. Demi ficou encarando seu All Star sujo. Há quanto tempo ela não lavava aquilo? Tay voltou seu olhar para o céu. Uma luzinha vermelha se movia no meio daquela imensidão cinzenta. Um avião.

- Eu acho que já vou indo - Demi quebrou o silêncio.
- Demi, não fica chateada, tudo bem.
- Não, eu vou... - ela hesitou - tenho que visitar minha mãe.
- Ah.

Silêncio novamente. Onde aquele avião tinha ido parar?

- Bem, tchau - Demi se levantou.
- Tchau - Tay acenou - até amanhã.

Quando Demi saiu do jardim, fechou a cerquinha enferrujada e caminhou o suficiente para não ouvir Taylor, ela se levantou e entrou correndo em sua casa.

Demi's POV

Sim, ela tinha mentido. Não iria visitar sua mãe. Era algo urgente. Demi andou com passos apressados pela rua até chegar no velho carro de sua família. Não que ela tivesse carteira de motorista, mas sabia dirigir bem o suficiente para ninguém desconfiar.
Sentou no banco e deu a partida. Ouvia os trovões lá fora. Droga. Virou uma esquina. Mais trovoadas. Mais rápido, antes que comece a chover. O carro, é claro que não colaborava. Tudo bem, mais rápido. O asfalto terminou, agora ela estava em uma estrada de terra. Quase lá. Mais trovões. Ali, era naquele celeiro. Demi parou o carro, vitoriosa. Tinha chegado ali antes da chuva. Mas é claro, que depois deste pensamento começou a chuviscar. Ela saiu apressada do carro.
A grama já estava úmida mas ela continuou. Começou sua busca, primeiro silenciosamente. Entrou no celeiro. Estava exatamente como antes. Procurou em todos lugares em que uma garota assustado poderia estar. O celeiro estava vazio.
Logo após esta frustrante descoberta, Demi saiu do celeiro e começou a subir a colina. A chuva estava engrossando.
E pela primeira vez, em duas semanas, Demi gritou o aquele nome.

- MILEY! - ela estava sem fôlego, mas continuou subindo - Miley...

Agora a chuva estava forte. Muito forte. Sua roupa grudava em seu corpo e seus cabelos estavam muito úmidos. Demi continuou.

- MILEY! - sua voz falhou - mile...

A dor de cabeça a atingiu tão forte que ela caiu de joelhos. Então a mesma voz que a vinha atormentando esses dias voltou mas dessa vez ela a reconhecia. Era realmente a voz de Miley.

"Demi. Levante. Demi." Miley mandou. "Ouça bem, Demi" sua voz estava calma "saia daí. Eu não vou voltar. Saia".

Demi esperou por mais alguma frase, alguma explicação mas aquilo era tudo.

- Miley... - ela começou a chorar - Por favor...
- Ei, você! O que você está fazendo? - uma voz gritou atrás dela.

Continua...

Palmas pra mim, esse era o ponto que eu estava enrolando para chegar! Mas não se animem, muitas coisas  esquisitas ainda virão...

Me aguardem 😆